Geisse
Há lugares em que o tempo passa. Na Geisse, ele permanece. A partir daí construímos uma linha editorial de filmes que não explica a marca, e sim permite que ela seja percebida no ritmo em que de fato acontece.
Nenhuma dessas etapas estava prevista no começo.
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Sair da garrafa
O setor inteiro fotografa produto. Começamos olhando para a natureza e para o dia a dia da vinícola, sobretudo a safra.
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O produto em outro lugar
As imagens de produto deixaram de ser catálogo e passaram a construir elegância e sofisticação, dentro da vida em que aquele espumante existe.
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O tempo como ponto de vista
A narrativa deixou de ter um narrador e passou a ter um observador. Tudo o que é institucional na Geisse passou a ser construído como se fosse visto pelo tempo.
Cada etapa nasceu de compreender melhor a empresa do que no ano anterior. É essa profundidade de entendimento que um relacionamento contínuo permite. Com o tempo, nos tornamos especialistas em Geisse.
Quatro anos de projeto contínuo.
A verdade
Nada do que importa pode ser apressado. O método é tradicional e a interpretação é singular, mas as duas coisas dependem da mesma condição: a natureza dita o ritmo e a vinícola escuta. O que descansa na cave só existe porque nenhuma etapa foi encurtada.
A perspectiva
Escolhemos um ponto de vista, não um tom. Tudo passou a ser construído como se fosse visto por uma entidade que apenas observa: o tempo. Ela não fala, não explica, não narra. O produto nunca abre a história, porque ele é a forma final de algo que já vinha acontecendo antes.
A forma
Do ponto de vista nasceram séries de filmes com propósitos distintos. Alma do Terroir acompanha o dia a dia de quem cuida das videiras. Outra frente conta a trajetória da família Geisse e a forma de pensar que sustenta as decisões da vinícola. Som real como base, corte lento, câmera quase parada.





Nada aqui é apressado, e a imagem obedece à mesma condição do vinho: o que aparece só existe porque alguém esperou.
Alma do Terroir
Sem narração, sem explicação, apenas sensações. A série acompanha o ciclo inteiro da videira, do repouso do inverno ao peso da colheita, e revela que terroir não é um pedaço de chão. É algo vivo, que respira, guarda memória e tem alma.
Imagens que existem sem legenda, sem locução e sem contexto.